quarta-feira

"Seguro renuncia ao mandato de deputado"


No dia em que cumpriria a quarta falta injustificada ao plenário, António José Seguro renunciou ao mandato de deputado, que exercia ininterruptamente desde 2002. Deverá voltar à docência.

Primeiro renunciou ao cargo de secretário-geral do PS, depois ao lugar de conselheiro de Estado e, finalmente, ao mandato de deputado. A decisão só foi formalizada esta quarta-feira, depois de comunicada ao líder parlamentar, mas já estava tomada desde a noite da sua derrota frente a António Costa, nas eleições primárias que escolheram o autarca como o candidato do PS a primeiro-ministro.

Ele bem o tinha dito, nessa noite eleitoral: "O PS escolheu o seu candidato a primeiro-ministro, está escolhido, ponto final".  Perante a derrota, entendeu dizer apenas: "O compromisso com as causas em que acreditamos não depende do cargo que ocupamos mas da força das nossas convicções".

António José Seguro, 52 anos, natural de Penamacor, licenciado em Relações Internacionais, foi cabeça de lista pela Guarda nas últimas legislaturas. Deixa o lugar de deputado que ocupou ininterruptamente desde 2002. Deverá voltar à docência na Universidade Autónoma de Lisboa, onde era professor de Ciência Política.

In http://expresso.sapo.pt/seguro-renuncia-ao-mandato-de-deputado=f892763 

segunda-feira

"Pedro Marques (Deputado eleito pelo Distrito de Portalegre) abandona Parlamento"



O vice-presidente da bancada do PS, e antigo secretário de estado da Segurança Social, sai da vida política e regressa à atividade privada. 

A decisão está tomada há meses. Pedro Marques, secretário de estado da Segurança Social entre 2005 e 2011, e vice-presidente da bancada socialista na direção de Alberto Martins (demissionária desde domingo passado), tinha planeado sair do parlamento logo a seguir às eleições europeias de Maio, mas a mudança de vida, o regresso aos trabalhos de consultadoria, ficou adiada depois de António Costa ter decidido desafiar a liderança de António José Seguro. 

Fechado que está o processo das Primárias, e a colaboração directa na campanha do futuro secretário-geral do PS, Pedro Marques entregou esta tarde na AR a carta de renúncia ao cargo de deputado (foi eleito para um segundo mandato, em Junho de 2011, pelo círculo de Portalegre). 

Pedro Marques foi, nós últimos anos de oposição, uma das vozes mais ativas do grupo parlamentar do PS em temas económicos e de finanças públicas, com destaque para a área da Segurança Social. Era dado como ministriável num futuro governo liderado por António Costa, e o seu nome foi referido com alguma insistência, nos últimos dias, como solução para a presidência do grupo parlamentar do PS. Apostas erradas, já que a decisão de abandonar a política, já se disse, estava tomada há largos meses. 

Contactado pela TSF, Pedro Marques confirma que tomou a decisão meses antes das eleições europeias e do passo em frente de António Costa, e afirma que «é altura de regressar à actividade que desenvolvia, antes de entrar na política». O deputado socialista justifica a decisão com o muito tempo que já dedicou à política e aos cargos públicos (mais de 12 anos entre funções como autarca, secretário de estado, e deputado).

"Hoje é o primeiro dos últimos dias deste governo." - António Costa Resultados das Primárias PS 2014


A partir deste momento, o PS está "alinhado às expectativas do país". Entre outras frases, estas fizeram parte do resultado da vitória clara de ontem de António Costa nas Primárias do PS, com 68% dos votos contra 32% do ex-Secretário Geral, demissionário, António José Seguro. A maioria dos Socialistas Portugueses mobilizaram-se e disseram o que querem para o PS e para Portugal.

A vitória no Distrito de Portalegre foi ainda mais expressiva, com António Costa a conseguir 80% dos votos. Este é também o resultado da mobilização em torno da candidatura de António Costa, realizada no distrito sob o comando do Presidente da Federação Distrial do PS, Luís Testa, mas também de todos os Presidentes de Concelhia do PS e da maioria dos Presidentes de Câmara.

A única Presidente de Câmara que esteve ao lado da candidatura de António José Seguro foi a de Nisa, Idalina Trindade, ficando aqui um registo de reconhecimento pelo trabalho realizado na tentativa de mobilizar o maior número de votantes, não interessando aqui o tempo disponível ou os meios ao dispor. Este é um know how que não se deveria perder para o futuro e, não tarda, novos protagonistas poderão dar seguimento a tal. Em Nisa, com 219 votantes (estavam inscritos 269), conseguiram-se assim as mesmas percentagens nacionais, mas com protagonistas inversos em relação à vitória.

Deixar uma palavra também de agradecimento a todos os elementos que aceitaram fazer parte da Mesa da Assembleia Eleitoral, José Lucindo da Rosa Jorge, Joaquim Maria Costa e Henrique Manuel Belo Pires, tendo como Delegados por António Costa, Marco Oliveira, e por António José Seguro, Idalina Trindade, ou os substitutos Manuel Adelino Amaro Caldeira, Gilberto Mourato Canilhas Manteiga e Maria Francisca Correia de Figueiredo Barriguinha, pelo forma digna, matura e sóbria como decorreu todo o processo, seja a nível de organização seja de comportamento.

Como curiosidade, deixar só algumas pequenas referências em relação a este dia histórico para o PS:
1.º votante pelas 9h - Deodata Conceição Marques Louro (S. Matias, nascida em 1931);
Votante n.º 100 - Francisco da Costa Cesário Vences (Tolosa);
Votante n.º 200 - Joana André Charrinho de Moura Temudo (Nisa);
Votante a fechar a 1.ª folha completa - Fernando Serralha Carita Marquês (Nisa);
Último votante perto das 19h - Luís Miguel Bizarro Rebelo (Nisa).
Juntou-se declaração para corrigir alguns nomes errados.

Depois deste mobilização extraordinariamente conseguida, pede-se agora a união de todos os Socialistas, num apelo que decorre já anteriormente nos órgãos distritais. Em relação a Nisa, e independentemente dos resultados, o caminho correcto será essa união. Se o mesmo não vier a ocorrer, não será muito difícil perceber quem será o(a) responsável por tal.

Obrigado a todos!

Saudações Socialistas!

sábado

Moção Sectorial "A Força do Turismo", de José Leandro, aprovada por unanimidade no XVI Congresso Federativo de Portalegre


Moção Sectorial PS - Nisa: "A Força do Turismo"
- Uma estratégia de desenvolvimento regional

A Moção Politica sectorial que aqui se apresenta é resultante de uma grande reflexão, por parte de um conjunto de militantes do PS/Nisa, com a finalidade de debater, em Congresso, as ideias nela contida. Para que de uma forma democrática seja devidamente posta em prática, e que passe a figurar como um documento de referência, nas estruturas locais e regionais do Partido Socialista da Federação de Portalegre.

No quadro atual em que vivemos, no auge de uma crise, com contornes nunca antes conhecidos, provavelmente uma das mais graves, nos últimos cem anos. O nosso distrito não é alheio a este conjunto de problemas daí resultantes, a que se associam alguns do foro interno e que se têm vindo a prolongar e a agravar ao longo do tempo.

Antes de mais, importa contrariar e compensar a ausência de visão política e de estratégia evidenciadas pela falta de ação política de vários governos, para com a população deste distrito, seja na economia, na educação, no emprego ou na Saúde, como os principais indicadores estatísticos demonstram, sendo de uma agudeza avassaladora para a região.

Mas, mais do que isso, é preciso reforçar a qualificação dos nossos recursos humanos e a capacidade de atração de pessoas, empresas e centros de decisão para o distrito. Nunca como agora tivemos necessidade de nos afirmar como um povo detentor de uma cultura milenar, com desejos de construir um futuro melhor, para a nossa comunidade.

E, assim, desta forma, centramos a base do projeto de desenvolvimento para o distrito de Portalegre, numa forte aposta naquilo que sabemos fazer melhor, mas, inovando sobretudo naquilo que nos confere singularidade ao nosso modelo produtivo. Temos que ser capazes de fazer da nossa base produtiva tradicional e das atividades emergentes, alavancas para a recuperação do dinamismo económico e, desse dinamismo construir a base necessária para uma maior coesão social e territorial. Daí a aposta nos nossos recursos naturais, aqueles que não podem ser deslocalizados, e que fazem parte da nossa gente e do nosso território, como a sua cultura e a sua sapiência popular. Devemos saber tirar partido deste conjunto de fatores positivos, aproveitando esta janela de oportunidade existente, com o clima de “boom” turístico que as principais cidades do país têm vindo a beneficiar nestes últimos anos, para dinamizar a economia regional, fortalecendo a aposta no sector do turismo, alicerçada estrategicamente em três eixos fundamentais, a saber:

1. Valorização do património material e imaterial

O desenvolvimento do turismo no Norte Alentejano implica o reforço da sua atratividade para mercados e segmentos de procura específicos e de maior potencial, o que deverá ser feito em parceria com a entidade responsável pelo Turismo do Alentejo e com outras entidades especialistas na matéria, de forma a tornar indispensável a valorização dos fatores de competitividade de maior relevância. De entre estes destacam-se, pelo seu elevado interesse estratégico, nomeadamente locais como: a Coudelaria de Alter, as Termas (de Cabeço de Vide, Castelo de Vide, de Nisa ou de Monte da Pedra), o Parque Natural da Serra de S. Mamede, o castelo de Marvão, da Amieira do Tejo, ou as fortificações de Elvas, bem como outros monumentos de referência, espalhados um pouco por toda a região, que devem estar incluídos em rotas turísticas criadas para o efeito, acompanhadas de eventos dinamizadores de forte componente cultural.
Aliando a morfologia do território do Alto Alentejo às condições atmosféricas ímpares e propícias para o desenvolvimento de atividades ao ar livre, nomeadamente na vertente do turismo de natureza e desportiva, como é o caso dos passeios pedestres e equestres, das provas de BTT, da Baja 500, dos campeonatos de orientação, do Festival de Balonismo, dos desportos náuticos (Montargil, Maranhão, Póvoa, Fratel, Caia, Belver), e um maior aproveitamento da paisagem e das águas do Rio Tejo.
O artesanato, a Gastronomia e os vinhos, casam-se nesta região com a hospitalidade do seu povo, que sabe receber dignamente quem a visita, por isso estes produtos devem ser alvo de uma constante promoção e valorização, estabelecendo-se parcerias com a hotelaria, fazendo desenvolver esses mesmo produtos, deste a produção à comercialização.
No Turismo Cultural & religioso devemos destacar as festas e romarias presentes um pouco por toda a região (por exemplo: a pascoa de Castelo de Vide e a chocalhada). De realçar também a questão da tradição oral, muito rica nesta zona do país e que deve ser preservada através da celebração de acordos institucionais entre os vários organismos estatais e os polos universitários, com a elaboração de estudos, conferencias e palestras. Acrescentamos também neste plano cultural os vários museus existentes no distrito, que deve ser alvo de um plano de promoção, mais forte, principalmente com visitas guiadas de grupos – principalmente escolas (com guias), alargando-se as mesmas ao valiosíssimo património religioso existente (igrejas e capelas).
A importância da arqueologia no nosso território com a valorização de vários campos e monumentos pré-históricos como o menir da meada, Ammaia, as antas ou as pinturas rupestres do Tejo.
Estes são alguns dos produtos turísticos estratégicos que podem e devem ser desenvolvidos nesta componente da valorização do património material e imaterial, ao qual devemos acrescentar as grandes manifestações culturais que atraem um significativo número de visitantes, como são exemplo, as festas do povo, em Campo Maior, o festival do Crato, festival andanças na Povoa e Meadas ou a festa da castanha em Marvão.
 
2. Estruturas de apoio, formação e requalificação profissional

Classificada pela OCDE como uma “zona rural recuada”, classificação, essa, que é atribuída a zonas de baixa densidade populacional e altos índices de envelhecimento, com população ativa com pouca formação e qualificação, vindo esses fatores reforçar a tendência para tornar rara a predisposição para a inovação e o investimento.
Contrariar esta classificação, a que chamaria de “rótulo”, como todos bem sabemos é uma tarefa difícil, mas não impossível de alcançar.

Na questão que se prende com a formação e requalificação do capital humano disponível, temos atualmente já uma âncora chamada Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, a qual deve reforçar o seu já fundamental papel em todo este processo de desenvolvimento regional. Deverá a mesma manter um contacto permanente com os vários agentes económicos, bem como com as outras instituições de ensino (secundário), como via para canalizar potenciais formandos, e o Instituto de Emprego e Formação Profissional – com ativos e desempregados de longa duração, na via da requalificação profissional.
Quanto às estruturas de apoio, nomeadamente ao que concerne à capacidade hoteleira disponível, deverá ser encarada como alvo de um programa de apoio e incentivos a criação de novas unidades (pelo menos 1 em cada sede de concelho que tenha capacidade mínima de 50 camas), e fomentar o aparecimento de unidades de “Low Cost “– dirigidas a um público mais jovem (turista de mochila) aproveitando a desativação de algumas escolas primárias, reconverte-las em Hostels, a serem exploradas por agentes privados, em regime de concessão.

3. Marketing, merchandising e divulgação de grandes eventos

Cada vez é mais usual recorremos à utilização de todas as ferramentas existentes, para a divulgação e promoção dos eventos realizados ao longo do ano, nomeadamente o uso intensivo das redes socias (Facebook, twitter, blog, site, etc) ou através de cartazes, folhetos, flyer’s, etc. Daí a importância crescente para as técnicas de markting e merchandisig, as quais bem aplicadas, poderão trazer um retorno maior que o seu investimento inicial.
Saber vender bem um determinado produto é meio caminho para o sucesso, alem de constituir uma arte, mas, os produtos não são todos iguais, por isso, deve-se ter em atenção a escolhas dos profissionais que podem e devem realizar essa tarefa, já que estamos a falar da promoção de eventos com características únicas no panorama turístico nacional, associada com a cultura local propriamente dita.
A criação de uma marca única (cartão de turista frequente, com direito a pontos e conversão em estadias) para o turismo do Alto Alentejo, que seja identificado em produtos certificados ou no uso de serviços de hotelaria, dando uma garantia adicional de prestígio ao produto ou serviço que está a ser prestado.
Atrair para a região eventos, que pela sua dimensão e reconhecimento possam dinamizar as economias locais, e também, criando certames regionais diferenciados, tendo como base o artesanato e a cultura do povo do distrito de Portalegre.
No merchandising, saber usar o artesanato como veículo prioritário nas várias ações promocionais, de forma dinâmica, os quais podem aumentar as vendas de determinados produtos (em têxtil ou barro).
Participação regular, através de stands, em feiras e eventos de promoção turística, com o objetivo principal de dar a conhecer a região e atrair mais pessoas ao nosso Alentejo, de forma a dinamizar a economia em todas as vertentes.
Somos detentores de um vastíssimo património, o qual não podemos simplesmente desvalorizar, teremos que usa-lo em favor da comunidade, de forma inteligente, porque é, aqui, que reside a riqueza desta região, no saber suas gentes e no seu património secular.

E, porque, no Partido Socialista, temos um percurso, uma identidade e uma história de governação do país, mas também um percurso, uma identidade e uma história na gestão autárquica e, com marcas impressivas no Distrito de Portalegre, neste momento, impõe-se que a federação do PS/Portalegre mobilize a sua energia transformadora, contribuindo para que, no distrito, se reforce a ambição, a esperança e a confiança, necessárias à construção de um futuro melhor.


Nisa, 31 de Agosto de 2014.


JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO – 1º Subscritor da Moção
Militante n.º 57428 do PS, na Concelhia de Nisa

segunda-feira

XVI Congresso Federativo de Portalegre do PS - Membros eleitos de Nisa na Comissão Política Distrital






Resultante da votação que decorreu no final do XVI Congresso Federativo de Portalegre do PS, os novos membros eleitos efectivos de Nisa na Comissão Política Distrital do PS, são Marco António Barreto Lourenço de Oliveira, Henrique Manuel Belo Pires e José Leandro Lopes Semedo. O primeiro suplente de Nisa é José Lucindo da Rosa Jorge.
Por inerência, é ainda membro da Comissão Política Distrital a Presidente da Câmara Municipal de Nisa, Maria Idalina Alves Trindade, e o Presidente da Assembleia Municipal de Nisa, João José Esteves Santana.

segunda-feira

Delegados de Nisa ao XVI Congresso Distrital de Portalegre do PS



Das eleições realizadas na passada sexta-feira, 5 de Setembro, em que votaram mais de 50% dos militantes nisenses do PS (numa votação que para além dos votos favoráveis contou até 3 votos em branco), para além da eleição do único candidato a Presidente da Federação, Luís Moreira Testa, resultaram os seguintes Delegados que, entre efectivos e suplentes, irão estar presentes no XVI Congresso Distrital de Portalegre do PS, a realizar em Gavião a 20 de Setembro:

Marco António Barreto Lourenço de Oliveira

Henrique Manuel Belo Pires

Adelino José Polido Temudo

Gilberto Mourato Canilhas Manteiga

Margarida Isabel Barreto Lourenço de Oliveira

Joaquim Maria Costa

José Lucindo Rosa Jorge

José Leandro Lopes Semedo

Manuel Fernando Bicho Martins

Luís Manuel Pinto Serralha

José Manuel Matias Salgueiro

Paulo Jorge Marques Paulino

Maria Idalina Alves Trindade (por inerência, como Presidente da Câmara Municipal de Nisa)


quarta-feira

Lista de candidatos a Delegados de Nisa ao XVI Congresso Distrital de Portalegre do PS


Até ao dia 28 de Agosto, como previsto em Regulamento, deu entrada uma única Lista de candidatos a Delegados de Nisa ao XVI Congresso Distrital de Portalegre do PS, a realizar no próximo dia 20 de Setembro, em Gavião, tendo como 1.º subscritor o Presidente da Concelhia de Nisa, Marco Oliveira.

As eleições para o Presidente da Federação e para a Lista de candidatos a Delegados decorre na próxima sexta-feira, dia 5 de Setembro, a partir do final da tarde, na sede da antiga Junta de Freguesia do Espírito Santo.

segunda-feira

Eleições Primárias PS 2014 (para militantes e simpatizantes)


Moção do PS aprovada em Assembleia Municipal, a 14 de Julho, sobre os Serviços Públicos

O Município de Nisa tem sido alvo nestes últimos anos dos mais devastadores ataques por parte da administração central. A possibilidade desse ataque poderá ter como argumento fomentador o facto dos elementos do actual Governo português desconhecerem por completo a história e origem do concelho e os dados associados àquele que é o maior concelho do Distrito de Portalegre, logo após as 3 cidades existentes.

A partir da década de 60, também como resultado do fenómeno da emigração, o concelho veio a sofrer de uma redução da população, contrariando o que até aí caminhava em sentido inverso. Coincidência do destino, os nisenses vieram, nesse período, a partir em busca de melhores condições de vida, nomeadamente para o local de onde, praticamente 7 séculos antes, chegaram famílias com destino ao povoamento desta mesma região, como Nice, Toulouse, Montauban ou Arles.

Concelho de Nisa, Distrito de Portalegre, Alentejo, Interior. Com uma importância geoestratégica que remonta ao paleolítico, Nisa faz fronteira com a Beira Baixa através do rio Tejo, com Espanha através do Rio Sever, e com o resto do Norte Alentejano através dos seus concelhos limítrofes desde Castelo de Vide a Gavião.

Depois do actual Governo ter eliminado a representação da sua administração no Distrito, não tem sido nem acreditamos que seja a capital de Distrito, Portalegre, a fazer a melhor defesa dos interesses de todo o Distrito, que ao longo destes últimos anos tem vindo também a definhar, ou mesmo a cidade de Elvas, com um enorme desenvolvimento nos últimos anos, mas mais virada para uma futura Euro-cidade. Nem serão concelhos com locais encantadores como Marvão ou Avis (barragem do Maranhão), com praticamente metade da população do concelho de Nisa, que farão soar a sua voz na defesa do território Norte Alentejano.

Para além disso, este Governo já enveredou também pela falácia economicista da redução de Freguesias, da redução das extensões de saúde e postos da GNR, da alteração ao conceito de comarca, chamando a si de forma interesseira a indicação dos concelhos com nova localização estratégica regional, de redução de secções de finanças, e agora de redução de equipamentos associados ao ensino público, o mais grave ainda, que foram alvo de avultados investimentos muito recentemente.

A preocupação, o repúdio ou mesmo a perplexidade já não são suficientes. Está na hora de dizer que estamos vivos, que não aceitamos esta investida, e relembrar que, mais do que algum argumento, qualquer elemento do Governo é um ser humano, que se pretende racional, semelhante a qualquer dos cidadãos que vivem ou têm qualquer forte ligação com o concelho de Nisa e que estão, de forma quase criminosa, a serem atacados, também através dos impostos.

É nesse sentido que os elementos pertencentes à Assembleia Municipal de Nisa assim decidem:

- Que termine de imediato esta investida feita pelo actual Governo de Portugal ao Município de Nisa de redução e/ou encerramento dos serviços públicos;
 
- Que seja reorientada a listagem das escolas do ensino básico cujo encerramento de prevê, mantendo as escolas básicas de Alpalhão e Tolosa em funcionamento, as 2 maiores freguesias do concelho logo depois da sede de concelho, e até porque cumprem o número superior a 21 alunos, anteriormente colocado como critério pelo actual Ministro da Educação;

- Que a estratégia governamental passe definitivamente pelo investimento no interior de Portugal, transformando-o num país que se pretende homogeneizado, chamando-se a essa responsabilidade os representantes do partidos políticos associados ao actual Governo nessas mesmas regiões do país.

Esta moção é da autoria do Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Nisa, abaixo assinados,

Marco Oliveira

Adelino Temudo / Maria Rodrigues

Gilberto Manteiga

João Santana

Jorge Graça

Emílio Moura
Artur Dias
 
Para além do envio ao Governo de Portugal, pretende-se que seja dado conhecimento do mesmo ao Presidente da República Portuguesa, à Presidente da Assembleia da República e aos Deputados eleitos pelo Distrito de Portalegre, ao Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, ao Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e aos representantes máximos de todos os partidos na Assembleia da República.
 
 
 
 

sexta-feira

Comunicado do Presidente da Concelhia

 
Chegamos então ao fim de mais uma batalha. Desde 2006, passados 4 mandatos e no limite do permitido, os Estatutos do Partido Socialista impõem agora a escolha de um novo Presidente de Concelhia e de uma nova equipa.
Cientes do dever cumprido, alguns foram os objetivos que nos propusemos alcançar desde a primeira hora, de que ressalvo a necessidade obrigatória de união de um partido, cujo passado recente em Nisa tudo previa não convencer os eleitores a vitórias locais futuras.
Colocando o concelho de Nisa desde logo em primeiro lugar, trabalhamos com os militantes do PS de Nisa, que duplicamos. Tentamos homenagear os melhores, o que algumas vezes só já foi conseguido a título póstumo (perdemos grandes militantes do PS e inclusivamente o 1.º Presidente da Câmara Municipal de Nisa após o 25 de Abril, eleito pelo PS, António Bento). Abrimo-nos ao mundo. Passado pouco tempo do início do 1.º mandato estávamos a realizar o I Encontro de Socialistas do concelho de Nisa no Arneiro, com todo o apoio dado por um Socialista único, e que fez o favor de se vir a tornar um grande amigo, Francisco Boleto.
Mas também compartilhamos a organização de eventos com outras concelhias, salientando a de Castelo de Vide, sob a figura da minha querida amiga Cecília Oliveira. Tivemos também connosco responsáveis de outras concelhias vizinhas, mas com ligação ao concelho de Nisa, de que destaco o atual Presidente da Concelhia de Gavião, Francisco Louro.
Recordo dos “nuestros hermanos” de Cedillo, Herrera e Santiago de Alcantara ficarem surpreendidos pelo facto de existir um Partido Socialista no concelho de Nisa … Fizemos dois Encontros Transfronteiriços únicos, o último deles de âmbito regional e que chamou a comunicação social de ambos os lados da fronteira, dando um maior ênfase a uma das nossas bandeiras desde a primeira hora, e que foi a construção da ponte de ligação entre Montalvão e Cedillo. Mérito aos nossos camaradas do PSOE da Província de Caceres, que conseguiram a conquista junto da União Europeia do que os frustrados do PP regional vieram depois a destruir. PS e PSOE juntos vieram a fomentar o incremento das relações entre os dois lados da fronteira, sendo de todo justo relevar os nomes do Miguel Angel (atual Secretário-geral do PSOE da Província de Cáceres, mas representante desde a primeira hora do PSOE de Cedillo), Antonio Riscado (Alcaide de Cedillo) e Rodrigo Nacarino (Alcaide de Herrera de Alcantara), que fizeram questão de se tornarem nossos amigos, mas também o contributo do nosso ex-Presidente de Concelhia, Joaquim Costa, e do anterior Presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, António Belo. Desnecessário seria salientar que a conquista desta relação transfronteiriça não mereceu uma única nota nesta última campanha para as autárquicas …
Iniciamos a realização de eventos anuais, pela altura das comemorações do 25 de Abril ou do Natal, para que os melhores sentimentos e reflexões do socialismo democrático pudessem ser partilhados por todos. Ressalvo a presença do camarada e Deputado João Soares no último Jantar de Natal organizado, mas noutras ocasiões também dos Deputados Ramos Preto, Ceia da Silva ou Miranda Calha.
Estivemos presentes com a maior dignidade em todos os eventos políticos realizados no concelho, por onde deslocalizamos Comissões Políticas, assim como no distrito, através das Comissões Políticas Distritais, Fóruns ou Plenários de Militantes, mas cujo marco principal foi sem dúvida a realização em Nisa do XIII Congresso Distrital de Portalegre do Partido Socialista. Também participamos com os nosso Delegados em todos os Congressos Nacionais do PS, regozijamo-nos ainda mais pela presença em Comissões Nacionais do partido, e estivemos presentes com os nossos eleitos locais nos Congressos e Encontros Nacionais da ANAFRE, na altura da discussão de uma matéria tão delicada como a da extinção das nossas freguesias. Tomamos ainda posição sobre tudo o que consideramos relevante e que mereceria uma tomada de posição da Concelhia de Nisa do PS, através de comunicados ou artigos de opinião, também através dos nossos eleitos locais, com propostas (de que saliento a concretização de transformarmos a Tauromaquia como património cultural e imaterial de interesse municipal), requerimentos, petições, declarações de voto e até moções de censura, e participamos em todas as campanhas eleitorais para os vários órgãos de soberania.
A concelhia de Nisa fez também parte dos grupos de trabalho, organizados através do LIPP – Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal, na sede do Largo do Rato, para preparar um futuro Programa de Governo socialista.
Como expoente máximo, tivemos a presença do Secretário-geral do PS em Nisa, António José Seguro, já durante este último mandato, e estivemos também sempre com José Sócrates.
A união foi conseguida e a única vez que tal foi colocado em causa, a Comissão Política Concelhia soube responder veementemente. Nunca estiveram em causa as pessoas em si, mas sim o seu comportamento político. Sei do que falo, porque também sei a estima pessoal que lhes tenho e sempre tive. Falamos assim a uma só voz durante todo este período.
Sabemos, pelas responsabilidades que temos e também pelo conhecimento de outros concelhos do país, que nem sempre se torna fácil a vivência entre as estruturas políticas organizadas, como são as Concelhias, e aqueles que vêm a ser os candidatos às eleições autárquicas, escolhidos por essa mesma Comissão Política. Muitos trazem sonhos e objetivos muito próprios, o que dificulta uma perfeita interação. Mas a arrogância, a prepotência e a ingratidão foi garantidamente inferior há 4 anos atrás. Nessa altura ganhamos a Assembleia Municipal, a maioria das Juntas de Freguesia e perdemos a Câmara Municipal. Desta feita, voltamos a ganhar a Assembleia Municipal (onde mais uma vez recebemos o maior número de votos, tendo em conta os 3 órgãos), perdemos a quase totalidade das Juntas de Freguesia e ganhamos a Câmara … Para quem fala de responsabilidades … a refletir!
Enfim, fomentamos sorrisos e alegrias, nomeadamente a conquista do nosso objetivo principal, a Câmara Municipal de Nisa, mas convenhamos terão surgido algumas situações que terão corrido menos bem.
Percebeu-se que incomodamos alguns cidadãos em especial, nomeadamente alguns pseudo analistas que se dizem políticos, mas que não têm a mínima formação para tal, mesmo para fazer análise a uma qualquer página da revista Maria. Mais não são do que invejosos, que usam a inconveniência para conseguirem ter visibilidade e colmatar as suas frustrações. Pior ainda se nos referimos a gente que passa por quase todos os partidos visíveis no concelho e ainda assim acham que têm legitimidade para fazer críticas a quem tenta desenvolver um trabalho sério.
Considero estranho a não apresentação de listas para a Comissão Política Concelhia, numa altura de possível conjuntura local favorável, o que, em meu entender, deveria ter ocorrido por quem quis afastar a Comissão Política Concelhia de decisões que só a ela diriam respeito, ou então por aqueles que sempre contestaram essa postura, mas preferiram não causar burburinhos para não colocar a conquista da Câmara Municipal em causa. Não será saudável a existência de militantes em Nisa por conveniência, muito menos que sujeitem outros vulneráveis a objetivos e critérios particulares. Queremos o continuar do amor à camisola, sem o primado da contrapartida.
Quanto à legitimidade para poder falar sobre Nisa, tratar sobre Nisa, analisar à luz de Nisa, não quereria, a título pessoal, deixar de esclarecer os mais incomodados que nasci há 40 anos atrás no Hospital da Misericórdia de Nisa, tendo começado por residir na Praça da República. Frequentei o Jardim Escola da Misericórdia e mais tarde entrei para a Escola Primária situada na mesma praça, também apelidada de Rossio, onde os meus avós eram proprietários do Café Dom Dinis. Partilhei as minhas brincadeiras de infância entre os plátanos da Alameda e o “jardim” do Hospital, ambos os locais com “balizas” extraordinárias. Passados 4 anos passaria para a Escola Preparatória, após os excelentes ensinamentos da minha Professora Celeste.
A partir da próxima sexta-feira, passarei a ser um Presidente de Concelhia cessante, mantendo as funções de Deputado Municipal, até que seja encontrada solução para dar seguimento ao trabalho até aqui realizado. Um estilo de presidência diferente, principalmente para aqueles que têm grande dificuldade em perceber que presidências e responsabilidades não são só as das direções das coletividades …
Quero agradecer a todos os que confiaram em mim, nomeadamente a todos os militantes do PS em Nisa que fizeram questão de me acompanhar, antigos e novos, fosse qual fosse o modo de o fazerem, ressalvando aqui os meus caros Emílio Moura, Gilberto Manteiga e Adelino Temudo (com estas últimas duas referências, na chamada política ativa, em várias frentes, desde 1997, relembrando aqui a Juventude Socialista de Nisa), bem como aos representantes regionais e nacionais, de que destaco os presidentes de Federação Jorge Martins (e toda a equipa que acompanhou o projeto que me tornou membro da Mesa da Comissão Política Distrital, liderada pelo camarada Albano Silva) e Luís Testa, o Deputado Pedro Marques (um representante improvável e grande defensor do distrito, que é garantidamente um político extraordinário, também no âmbito visivelmente nacional) e o sempre disponível para grandes decisões Comendador Rui Nabeiro, para além de pessoas, inclusivamente de outros partidos e independentes, que sempre souberam reconhecer o meu trabalho. Nota especial ao meu pai, Jorge Oliveira, que já não assistiu à minha primeira tomada de posse mas que esteve garantidamente ao meu lado em todos os momentos, à minha querida filha, Maria Inês, já quase uma verdadeira política após tanta reunião em que acompanhou o pai, bem como à minha mãe Maria da Luz e aos meus irmãos Margarida, Gustavo, Catarina e sobrinho Tiago, mas também aos meus amigos de coração Jaime Estorninho, Amadeu Pires e Joaquim Figueiredo (tristemente a título póstumo), que me acompanharam durante este período, souberam sempre ouvir, mas também souberam ser enormes conselheiros.
Com o PS agora no poder no concelho de Nisa, desejo, e penso que desejamos todos, um concelho mais bonito, bem aproveitado e dinâmico, com menos pedra e se possível mais verde.
Aproveito para desejar um Natal feliz para todos e um ótimo 2014!
Saudações Socialistas,
O Presidente da Comissão Política Concelhia de Nisa do PS,
 
Marco António Oliveira