sábado
Faleceu hoje, dia 16 de Março de 2013, António Bento, o primeiro Presidente da Câmara Municipal de Nisa após o 25 de Abril, eleito democraticamente pelo PS
Nascido a 7 de Fevereiro de 1924, António Bento é natural da freguesia do Espírito Santo, em Nisa.
A Concelhia de Nisa do Partido Socialista associa-se a toda a família neste momento de pesar.
João Santana é o cabeça-de-lista do PS à Assembleia Municipal de Nisa para as Eleições Autárquicas 2013
Em reunião da Comissão Política Concelhia de Nisa do PS, realizada esta sexta-feira, dia 15 de Março, o nome do Professor Doutor JOÃO JOSÉ ESTEVES SANTANA foi ratificado, por unanimidade, como cabeça-de-lista do PS às Eleições Autárquicas 2013 para a Assembleia Municipal de Nisa.
O actual Presidente da Assembleia Municipal, natural da freguesia do Espírito Santo, é Professor Catedrático no Instituto Superior
Técnico, em Lisboa.
"Passos quer levar País para o abismo" - artigo de Pedro Marques, Deputado do PS pelo Distrito de Portalegre
Num artigo de opinião com o título ‘Para o abismo, marchar, marchar’, o deputado do PS e antigo secretário de Estado, Pedro Marques, escreve que o primeiro-ministro “Passos Coelho quer levar este País para o abismo” e já não há “quem o acompanhe nesta marcha, para lá do inefável Gaspar”. No texto publicado esta sexta-feira no jornal i, Pedro Marques considera que até o “Presidente da República, quando dá sinais de vida, é para se afastar do Governo”.
O deputado socialista Pedro Marques considera que o primeiro-ministro quer 'afundar' Portugal. “Passos Coelho quer levar este País para o abismo. Não há é já quem o acompanhe nesta marcha, para lá do inefável Gaspar”, afirma no arranque do seu artigo de opinião publicado hoje no jornal i, sob o mote ‘Para o abismo, marchar, marchar’.
O antigo secretário de Estado aponta o facto de o primeiro-ministro ter dito no debate quinzenal no Parlamento que “tudo vai bem no processo de ajustamento”, criticando que “foi incapaz de apresentar uma proposta para responder ao aumento do desemprego”, e ter desvalorizado ou qualificado de “irresponsáveis e erradas as propostas do PS”.
“Chegou mesmo a defender que o que faria sentido era baixar o salário mínimo nacional. E não se pense que se tratou de algum lapso momentâneo, é mesmo uma convicção profunda, pois já a proposta do governo de aumento da TSU dos trabalhadores significava o primeiro corte do SMN de que há memória”, acusa Pedro Marques.
No mesmo artigo, o socialista nota ainda que "Passos Coelho e o Governo vão avançando em direcção ao abismo, cada vez mais isolados", acrescentando que até "o Presidente da República, quando dá sinais de vida, é para se afastar cada vez mais do Governo".
sexta-feira
segunda-feira
Plenário de Autarcas do Alentejo, em Évora, sobre as Propostas de Lei nº 104/XII/2ª e nº 122/XII/2ª, em discussão na Assembleia da República
Malgrado o Governo
não ter tido a abertura para ouvir o Partido Socialista na fase de elaboração
das referidas propostas (Proposta de Lei nº 104/XII/2ª –
Estabelece o regime jurídico das autarquias locais e aprova o estatuto das
entidades intermunicipais, e a Proposta de Lei
nº 122/XII/2ª - Estabelece o
regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais), pela importância e relevância que as mesmas assumem no
quadro da organização e funcionamento do poder local, entendeu o Grupo
Parlamentar do Partido Socialista, em sede de apreciação na especialidade,
contribuir para a sua melhoria.
Assim, de modo a
debater e ouvir possíveis soluções alternativas, promoveu um debate em torno das referidas iniciativas
legislativas, que teve lugar no dia 22 Janeiro,
pelas 21 horas, no Palácio D. Manuel em Évora.
Relativamente às participações oriundas do Distrito de Portalegre, contou com as intervenções de Luís Testa, Presidente da Federação, Nuno Mocinha e Marco Oliveira.
Intervenção do Deputado do PS Pedro Marques, eleito pelo Distrito de Portalegre
Declaração política sobre a situação económica nacional - regresso aos mercados.
quinta-feira
Jornal de Nisa informa a sua não continuidade definitiva, na edição em papel e online
"Na
sequência da decisão tomada pela direcção da Associação de Desenvolvimento de
Nisa, proprietária do Jornal de Nisa, de pôr fim ao contrato de trabalho que
vinculava ao projecto a sua única funcionária a tempo inteiro, a jornalista
Teresa Melato, e uma vez que tal implica a não continuidade da edição online do
Jornal de Nisa - depois de já ter sido suspensa em Outubro a edição em papel -,
é com tristeza que vimos por este meio solicitar-vos que não sejam enviados
mais contributos para o mesmo a partir desta data."
Jornal de Nisa a 04-01-2013
"Na
sequência da decisão tomada pela direcção da ADN, já comunicada publicamente,
de suspender a edição em papel do Jornal de Nisa, cabe a esta equipa
responsável pela redacção também prestar, mais uma vez, sinceros agradecimentos
pelo que partilharam connosco neste projecto ao longo dos últimos três anos e
meio de edições mensais."
Jornal de Nisa a 05-10-2012
sábado
Estórias da política nisense de há 30 anos, segundo o "Portal de Nisa"
12 de Dezembro de 1982. Foi há
30 anos. A APU – Aliança Povo Unido, coligação que integrava o Partido
Comunista Português (PCP), Movimento Democrático Português / Comissão Democrática
Eleitoral (MDP/CDE) e o Partido Ecologista “Os Verdes” venceu as eleições para
a Câmara Municipal de Nisa, sucedendo ao Partido Socialista, vencedor das duas
primeiras eleições para o poder local no concelho de Nisa, pós 25 de Abril.
Foi o último mandato de três
anos (1982/1985) nas autarquias e o primeiro em que a Câmara de Nisa passava a
ser gerida pelo Partido Comunista Português e seus aliados, num percurso que
hoje, dia 12 de Dezembro de 2012 assinala, exactamente 30 anos.
Liderada por José Manuel Basso,
um jovem médico nisense, a lista da APU conseguiu a vitória eleitoral e cometeu
um feito assinalável num concelho que até então votara, esmagadoramente, no
Partido Socialista.
O projecto do Povo Unido,
iniciado em 1976 com a FEPU e baseado numa grande ligação às populações,
marcava pela diferença e pela vontade de resolver os principais problemas e carências
de um concelho do interior com 20 povoações e onde ainda faltava quase de tudo,
incluindo as infra-estruturas básicas como o abastecimento de água, em
quantidade e qualidade, a implantação de redes de saneamento e tratamento de
esgotos, recolha de lixo, vias de comunicação rodoviárias capazes e
infra-estruturas de apoio à cultura, desporto e recreio.
Com maior ou menor sucesso,
consoante as opiniões, os colectivos do Povo Unido (em 1987, com nova denominação
de CDU), foram resolvendo os problemas mais prementes do concelho e abrindo
novas frentes de trabalho na área cultural e do desenvolvimento económico.
Muito foi feito; muito ficou por
fazer; muito caminho, há, ainda, a percorrer.
A história destes 30 anos de
maiorias APU e CDU no concelho de Nisa (Câmara, Assembleia Municipal e
Freguesias) há-de ser escrita, com o distanciamento que a história, para ser
bem contada, impõe.
O texto pretende, apenas,
recordar uma data ou efeméride e não fazer juízos de valor. Cada um dos munícipes
deste concelho “bordado de encantos” que faça o seu.
Por mim, que participei, com
orgulho, vontade, determinação e com a utopia de que era possível “mudar o
mundo”, neste projecto inicial do poder local, recordo esta data (12 de
Dezembro) com suprema satisfação e alegria.
Os 30 anos da vitória da APU e
do PCP (principal partido da coligação) para a Câmara de Nisa é uma data a
recordar e a festejar, por quem não tiver a memória curta.
Marcou, a meu ver, uma viragem muito
positiva, no poder local em Nisa e esse facto, deve ser devidamente assinalado,
mesmo que, para muitos – entre os quais me incluo - , a manutenção do poder tenha
provocado erosão, desvios ao projecto inicial, métodos de trabalho e criação de
atitudes que em nada se revêem na letra e na forma como os comunistas viam o
desempenho e a participação nos órgãos municipais e de freguesia.
Foi há 30 anos! Que conste, para
os mais desatentos...Mário Mendes
In http://jornaldenisa.blogspot.pt/2012/12/ha-30-anos-apu-ganhou-as-eleicoes-em.html
Maria Idalina Trindade é a cabeça-de-lista do PS às eleições autárquicas 2013
Realizada que foi a reunião da Comissão Política Concelhia de Nisa do PS, hoje, 8 de Dezembro de 2012 (feriado nacional - Imaculada Conceição, padroeira de Portugal desde 1646), pelas 14h30, na sede da Junta de Freguesia do Espírito Santo, em Nisa, o nome de Maria Idalina Alves Trindade foi aprovado por unanimidade e aclamação como candidata a Presidente da Câmara Municipal de Nisa pelo Partido Socialista às próximas eleições autárquicas 2013.
No próximo dia 14 de Dezembro de 2012 irá decorrer o já habitual Jantar de Natal do PS na sede do Sport Nisa e Benfica, pelas 20 horas, e que contará com as presenças de Carlos Zorrinho (Presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República), de Jamila Madeira (membro do Secretariado Nacional do PS e ex-Deputada no Parlamento Europeu) e de Pedro Marques (Deputado na Assembleia da República, eleito pelo Círculo Eleitoral de Portalegre, reconhecido membro da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública).
sexta-feira
" ‘Boys’ (do PSD e do CDS) dominam poder na Segurança Social "
Um total de 18 pessoas do PSD e do CDS foram nomeadas para cargos de instituto público. CM conta tudo.
Os ‘boys’ do PSD e do CDS-PP dominam o poder no Instituto de Segurança Social (ISS). Nos cargos de direcção dos centros distritais estão, pelo menos, 18 pessoas com ligações aos dois partidos da coligação governamental.
Com a entrada em vigor do novo Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Pública e da nova Lei Orgânica do ISS, esses dirigentes foram nomeados em regime de substituição, em Setembro, mas sete dessas nomeações correm o risco de ser ilegais. O ministério de Pedro Mota Soares alega que, "para acabar com os ‘boys’, é preciso acabar com os ‘jobs’".
As nomeações do ISS, que é liderado pela ex-dirigente do CDS Mariana Ribeiro Ferreira, colocaram em cargos de director e de director-adjunto nos centros distrais da Segurança Social 13 pessoas ligadas ao PSD e cinco associadas ao CDS (ver ao lado). Por mês, um director distrital da Segurança Social terá um salário de cerca de três mil euros brutos.
Os directores nomeados em regime de substituição já ocupavam os cargos desde o final de 2011. Devido à entrada em vigor da nova legislação, o ISS teve de renomeá-los até à conclusão de um concurso para o recrutamento e provimento desses cargos.
Segundo documentos a que o CM teve acesso, os directores da Segurança Social dos distritos de Aveiro, Braga, Lisboa, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real não terão os requisitos exigidos pelo novo Estatuto do Pessoal Dirigente. Como não têm seis anos de experiência na Função Pública, António Santos Sousa, Rui Miguel Barreira, Susana Martins Branco, André Filipe Ferreira, Tiago Sampaio Leite, Paulo Vale e José Augusto Rebelo poderão ter o lugar em causa.
O Ministério da Segurança Social considera que essas nomeações obedeceram ao regime previsto na lei, que "segue os termos de cargos de estatuto superior de pessoal dirigente". O ministério de Pedro Mota Soares alega ainda que o actual Governo acabou com 19 directores-adjuntos.
PSD FALHA PROMESSA
A Proposta de Lei nº 15/XII, apresentada pelo Executivo de Pedro Passos Coelho na Assembleia da República, era categórica na definição das intenções do Executivo: "O Governo assumiu, no seu programa, o estabelecimento de um sistema independente de recrutamento e selecção dos titulares de cargos de direcção superior, com o objectivo de promover o mérito no acesso aos cargos e ‘despartidarizar’ o aparelho do Estado." A realidade revela que, pelo menos no Instituto de Segurança Social, os ‘boys’ dominam os cargos de poder.
Com base no princípio definido nessa proposta de lei, o Governo avançou com um novo Estatuto do Pessoal Dirigente, que está consagrado na Lei 64/2011, publicada em Dezembro de 2011. Foi também no ano passado, mas antes das eleições legislativas antecipadas, que Pedro Passos Coelho afirmou numa entrevista à RTP: "O PSD não anda à espreita de uma oportunidade, não está cheio de vontade de ir ao pote." A declaração do actual primeiro-ministro foi feita a 17 de Fevereiro de 2011, antes da crise política que antecipou as eleições.
MILITANTE DO CDS DIRIGE INSTITUTO DESDE AGOSTO
Mariana Ribeiro Ferreira, casada e com quatro filhos, filiou-se no CDS em 2003. Foi chefe de gabinete de Paulo Portas e candidata a deputada duas vezes. No último congresso foi eleita uma das vice-presidentes. Em Agosto de 2012 passou a dirigir o Instituto de Segurança Social e deixou os cargos no CDS.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/boys-dominam-poder-na-seguranca-social
segunda-feira
A discricionariedade da Câmara Municipal de Nisa. E o BCC?
Alguém se esqueceu de enviar um e-mail em BCC.
Tendo em conta que o endereço de correio electrónico de onde é remetido o e-mail não é o oficial da Câmara Municipal de Nisa, o geral@cm-nisa.pt, das duas uma:
Foi reencaminhado um e-mail ao Partido Socialista em Nisa, cujo remetente é “camaranisa@gmail.com”, tendo como assunto “Fwd: Seminário "Reabilitação Preventiva, Intervenção Local"”.
O que este e-mail tem de relevante, mas ao mesmo tempo estranho, é o facto dos destinatários do e-mail serem uma série de particulares e entidades, desde a comunicação social, a associações, a eleitos locais, a funcionários da Câmara, a proprietários de estabelecimentos comerciais em Nisa, a outras Câmaras Municipais, a meros cidadãos do ou com ligações ao concelho, até ao e-mail particular, imagine-se, da própria Presidente da Câmara, dando a entender que será uma lista de protocolo preparada para envio de certas informações.
Tendo em conta que o endereço de correio electrónico de onde é remetido o e-mail não é o oficial da Câmara Municipal de Nisa, o geral@cm-nisa.pt, das duas uma:
- Ou este e-mail foi enviado por alguém do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Nisa, e transmite a VERGONHA de discricionariedade que existe em Nisa, onde só alguns são escolhidos para receber determinado tipo de informações, mas tendo em conta que a maior parte dos visados serão escolhidos, garantidamente, para serem alvo da propaganda e da tentativa de influência do Partido Comunista;
- Ou alguém está a usar o nome da nossa Câmara Municipal e deverá ser efectuada investigação de imediato no sentido de saber quem usa o nome da nossa instituição camarária para fazer passar a informação que entende.
Esperemos que não seja mais uma nódoa para manchar a folha já tão desbotada que o Partido Comunista tem deixado ao longo dos anos em Nisa.
Em todo o caso, o PS em Nisa agradece a rede de contactos que entretanto lhe foi proporcionada.
sexta-feira
quinta-feira
terça-feira
Carta do Secretário-Geral do PS ao Primeiro-Ministro
Senhor Primeiro‐Ministro
O diálogo político e institucional é uma das marcas identitárias do PS à qual permaneceremos fiéis e da qual não nos afastamos. Se o Primeiro‐Ministro convida, formalmente, o PS para uma reunião, o PS não a recusa.
É esta conduta que temos adotado. Continuará a ser esta, em situações normais, a postura do PS no relacionamento com o senhor Presidente da República, como o Governo, com os partidos políticos e com os parceiros sociais. O diálogo é condição para o relacionamento institucional num regime democrático.
Por exclusiva responsabilidade do seu Governo, este diálogo foi praticamente inexistente, com claro prejuízo para o interesse nacional. O PS foi mantido à margem da condução de processos de enorme relevância para o interesse nacional, de que as cinco atualizações do Memorando de Entendimento, o envio para as instituições europeias do Documento de Estratégia Orçamental e o processo de privatizações são exemplos elucidativos.
O Primeiro‐Ministro e o Governo adotaram uma conduta isolacionista e optaram por um caminho (da austeridade excessiva) profundamente errado, com os resultados conhecidos e com as consequências sociais e económicas desastrosas em que os portugueses vivem.
Por exclusiva responsabilidade do seu Governo, por ter ignorado as posições do PS (em defesa do crescimento e do emprego) e por ter aplicado a receita da austeridade excessiva, o país vive uma situação de enorme gravidade. Uma situação de pre-ruptura social. A situação mais grave em termos sociais, políticos e económicos desde a consolidação do nosso regime democrático.
O PS está aqui para assumir as suas responsabilidades e ouvirá o que o Primeiro-Ministro tiver para dizer, mas quero, com total clareza, reafirmar a oposição do PS a qualquer revisão da Constituição da República ou outra iniciativa que coloque em causa as funções sociais do Estado.
E é com a mesma clareza que reafirmo que o PS não está disponível para ser cúmplice da política do Governo. O PS opõe‐se à política do Governo de austeridade excessiva e de empobrecimento do país.
E é ainda, com o respeito devido, mas com muita frontalidade que digo ao Primeiro-Ministro que se considera, como destacados dirigentes da maioria o têm verbalizado, que o PS é um partido irresponsável e que não tem alternativas a apresentar ao país, então estamos a perder tempo precioso e a reunião que propõe não passa de uma encenação.
Sugiro que os nossos dois gabinetes procedam ao acerto da hora e da data da reunião que o Primeiro‐Ministro propõe e que da mesma seja dado conhecimento público.
Com a expressão dos meus melhores cumprimentos,
António José Seguro
quinta-feira
PS vota contra OE 2013
O Partido Socialista votou hoje contra o Orçamento do Estado para 2013, tal como tinha anunciado António José Seguro, indo contra a “agenda de demolição do Estado Social” que o Governo está a promover.
Durante o debate, Carlos Zorrinho afirmou que o Governo e o PSD revelam sinais de “esquizofrenia política” ao atacarem o secretário-geral socialista e o Partido Socialista quando, em paralelo, anunciam estarem abertos ao diálogo.
Trata-se, segundo o presidente do grupo parlamentar do PS, de uma evidente manifestação de má fé política, acusando o primeiro-ministro de, por um lado, convidar António José Seguro para uma refundação do programa de ajustamento económico e financeiro de Portugal, e, por outro, ter atacado “sem tréguas o PS” nas oito intervenções feitas pelos deputados do PSD no Parlamento, durante o debate na generalidade da proposta do Governo de OE para 2013.
Por carta, salienta Carlos Zorrinho, convida-se o PS à participação, enquanto nas palavras “prevalece a teimosia, a cegueira e o deslumbramento com o poder”.
Zorrinho acusou ainda o Governo de ter “uma agenda de demolição do Estado Social”, defendendo que há deputados na maioria PSD/CDS que serão “obrigados a fazer um exercício doloroso” quando tiverem que votar a favor da proposta de Orçamento do Estado para 2013. “Um exercício feito”, disse, “com duvidosa consciência”.
Para o líder parlamentar socialista o atual executivo do PSD/CDS “não tem perdão pelos erros monstruosos que comete”, porque desde o primeiro dia “foi alertado pelo PS para o caminho errado que estava a trilhar'.
Também Ferro Rodrigues teceu duras críticas ao Governo. O Executivo quer refundar “a unidade da direita, tentar pôr a classe média contra o Estado social, remeter à marginalização os sociais-democratas que ainda resistem. E o Governo já mostrou ao que vem: quer arrastar o PS para essa descida ao abismo, mas o que é preciso é refundar a política do Governo e reformular esta austeridade sem saída”, disse.
O socialista defendeu que “este Orçamento se, por cegueira e teimosia for executado, vai ter consequências terríveis durante muitos anos. O Governo tem de ouvir os portugueses e os parceiros sociais, tem de arrepiar caminho antes que seja tarde”. “Quando se atacam os mais pobres dos pobres é toda a miséria de uma política que fica à vista”, acrescentou.
MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DO PARTIDO SOCIALISTA
Ao fim de 16 meses de governação, o desemprego é o maior de sempre, a economia continua a cair, a divida pública a aumentar e o défice orçamental é superior ao previsto. As pessoas estão mais pobres, há cada vez mais famílias insolventes e mais empresas a entrarem em falência. Há famílias desesperadas, sem dinheiro para pagarem a renda da casa, a luz, a água ou o gás. Há cada vez mais desempregados, e em cada dia que passa mais desempregados sem qualquer apoio social.
Os portugueses cumpriram com os pesados sacrifícios impostos pelo governo, o governo falhou em toda a linha. Prometeu cumprir em troca dos exagerados sacrifícios impostos aos portugueses, mas falhou.
Só no próximo ano, vamos pagar 2,5 mil milhões de euros em impostos, porque o Governo errou e foi incompetente na execução orçamental deste ano.
O Primeiro-ministro falhou. Está aflito. Meteu-se numa camisa de sete varas e não sabe como sair dela.
Agora vem falar na refundação do programa de ajustamento. Ninguém sabe o que tal significa. Exijo que o Primeiro-ministro seja claro. Fale verdade e explique ao país o que quer dizer com refundação do programa de ajustamento. Ele já disse que não é renegociação. Diga de uma vez por todas o que é, ao que vem e o que propõe.
A refundação do memorando é uma singularidade e o PS só se pode pronunciar depois de conhecer o que é que o Primeiro-ministro pretende em concreto. Seja transparente é o que exijo ao Primeiro-ministro.
Mas quero, desde já, ser muito claro: não contem com o PS para fazer acordos nas costas dos portugueses, nem contem com o PS para o desmantelamento do Estado Social. O PS não está disponível para nenhuma revisão constitucional que ponha em causa as funções sociais essenciais do Estado.
Ao mesmo tempo, o Primeiro-ministro vem fazer um aceno ao PS. Semelhante a um náufrago que já não consegue sair do remoinho em que se meteu.
Agora é que se lembra do PS? Há mais de um ano que ignoram os nossos avisos e as nossas propostas. Fizeram as vossas escolhas, definiram as vossas estratégias, executaram-nas, juraram que iria dar certo e que não havia alternativa, fizeram cinco atualizações do memorando sem terem em conta o PS, enviaram documentos para Bruxelas sem discussão prévia e nas nossas costas, não atuaram na Europa como deviam e quando deviam, desbarataram o consenso político e social e agora é que se lembram de nós?
O PS sempre esteve, está e estará disponível para ajudar Portugal, mas não peçam ao PS para dar a mão a este Governo e a esta política. Porque este Governo está a fazer mal a Portugal. O próximo Orçamento do Estado não é de salvação nacional, é um OE de empobrecimento nacional. Não somos autores, nem seremos cúmplices desta política de austeridade. Nenhum português compreenderia que o PS fosse aplicar uma política com a qual discorda profundamente. O nosso compromisso é com os portugueses e não com um Governo que chama piegas aos portugueses, que manda os jovens emigrar, que compara o desemprego a uma oportunidade ou que tentou retirar rendimento dos trabalhadores para financiar as empresas.
O nosso compromisso é com os portugueses e com o interesse nacional. Permaneceremos fiéis aos nossos valores, mantendo a nossa postura construtiva e afirmando a nossa alternativa responsável. Portugal precisa de mudar de vida. É essa mudança que vos proponho. É nessa mudança que estamos a trabalhar.
António José Seguro
Os portugueses cumpriram com os pesados sacrifícios impostos pelo governo, o governo falhou em toda a linha. Prometeu cumprir em troca dos exagerados sacrifícios impostos aos portugueses, mas falhou.
Só no próximo ano, vamos pagar 2,5 mil milhões de euros em impostos, porque o Governo errou e foi incompetente na execução orçamental deste ano.
O Primeiro-ministro falhou. Está aflito. Meteu-se numa camisa de sete varas e não sabe como sair dela.
Agora vem falar na refundação do programa de ajustamento. Ninguém sabe o que tal significa. Exijo que o Primeiro-ministro seja claro. Fale verdade e explique ao país o que quer dizer com refundação do programa de ajustamento. Ele já disse que não é renegociação. Diga de uma vez por todas o que é, ao que vem e o que propõe.
A refundação do memorando é uma singularidade e o PS só se pode pronunciar depois de conhecer o que é que o Primeiro-ministro pretende em concreto. Seja transparente é o que exijo ao Primeiro-ministro.
Mas quero, desde já, ser muito claro: não contem com o PS para fazer acordos nas costas dos portugueses, nem contem com o PS para o desmantelamento do Estado Social. O PS não está disponível para nenhuma revisão constitucional que ponha em causa as funções sociais essenciais do Estado.
Ao mesmo tempo, o Primeiro-ministro vem fazer um aceno ao PS. Semelhante a um náufrago que já não consegue sair do remoinho em que se meteu.
Agora é que se lembra do PS? Há mais de um ano que ignoram os nossos avisos e as nossas propostas. Fizeram as vossas escolhas, definiram as vossas estratégias, executaram-nas, juraram que iria dar certo e que não havia alternativa, fizeram cinco atualizações do memorando sem terem em conta o PS, enviaram documentos para Bruxelas sem discussão prévia e nas nossas costas, não atuaram na Europa como deviam e quando deviam, desbarataram o consenso político e social e agora é que se lembram de nós?
O PS sempre esteve, está e estará disponível para ajudar Portugal, mas não peçam ao PS para dar a mão a este Governo e a esta política. Porque este Governo está a fazer mal a Portugal. O próximo Orçamento do Estado não é de salvação nacional, é um OE de empobrecimento nacional. Não somos autores, nem seremos cúmplices desta política de austeridade. Nenhum português compreenderia que o PS fosse aplicar uma política com a qual discorda profundamente. O nosso compromisso é com os portugueses e não com um Governo que chama piegas aos portugueses, que manda os jovens emigrar, que compara o desemprego a uma oportunidade ou que tentou retirar rendimento dos trabalhadores para financiar as empresas.
O nosso compromisso é com os portugueses e com o interesse nacional. Permaneceremos fiéis aos nossos valores, mantendo a nossa postura construtiva e afirmando a nossa alternativa responsável. Portugal precisa de mudar de vida. É essa mudança que vos proponho. É nessa mudança que estamos a trabalhar.
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